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Brasileiros desenvolvem tecido capaz de eliminar Sars-CoV-2 em minutos

publicado em 23/06/2020 às 09:32

Arte realça fios e micropartículas de sílica com prata e elétrons atacando o vírus e presta homenagem ao cientista francês Louis Pa(Foto: RUVID)

Texto extraído da Revista Galileu, edição online de 22 de junho de 2020

Apoiada pela Fapesp, a empresa paulista Nanox estuda como usar material que mistura poliéster, algodão e micropartículas de prata para fabricar máscaras

A empresa Nanox, apoiada pelo programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), desenvolveu um tecido capaz de inativar o Sars-CoV-2. Segundo os cientistas, em testes realizados em laboratório, o material eliminou 99,9% do vírus em até dois minutos.

O tecido é feito de uma mistura de poliéster e algodão (chamada polycotton) e contém dois tipos de micropartículas de prata impregnadas em sua superfície. Além dos testes para avaliar a atividade antiviral, antimicrobiana e fungicida, o tecido também foi avaliado para que os cientistas se certificassem de que haviam eliminado qualquer risco de causar problemas dermatológicos.

O próximo passo do projeto inovador é avaliar a duração do efeito antiviral das micropartículas do tecido. Em testes relacionados à propriedade antibacteriana, o material foi capaz de controlar fungos e bactérias mesmo após 30 lavagens. A equipe de pesquisa espera que a atividade antiviral seja mantida pelo mesmo tempo.

De acordo com os pesquisadores, as micropartículas de prata podem ser aplicadas a qualquer tecido composto por uma mistura de fibras naturais e sintéticas. Também foi testada a capacidade de inativação do novo coronavírus pela prata embutida na superfície de outros materiais, como filmes plásticos ou polímeros flexíveis, semelhantes aos usados em máscaras.

A empresa já registrou o pedido de patente e afirma que tem "alianças com empresas e fábricas dos setores têxtil, plástico e de polímero que o utilizarão na produção e comercialização de máscaras protetoras e roupas hospitalares", explicou Luiz Gustavo Pagotto Simões, diretor da Nanox, em comunicado.

Um artigo sobre o desenvolvimento do material foi submetido à base de pré-prints do bioRxiv, assinado por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) e da Universidade Jaime I de Castelló, na Espanha.

Clique aqui e leia texto em sua publicação pela Revista Galileu, em 22 de junho de 2020

 

 

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